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Controlo de clientes através de chips criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
27-Mar-2008

Controlo de clientes através de 'chips’ cria novos problemas jurídicos.Novas formas de controlar os gostos e vontades dos clientes suscitam dúvidas legais.Para além dos cartões de clientes, as empresas apostam agora na introdução de 'chips’ nos clientes deforma a facilitar o pagamento.Mas esta simplificação acaba por dar acesso directo às características do cliente.


É possível entrar numa discoteca, sem dinheiro, sem cartões, e ainda assim consumir seja o que for sem ter de puxar de um único cêntimo (descontando a possibilidade de ser convidado)?


É. Tudo graças à tecnologia de identificação por rádio frequência (RFID) que opera através de um 'chip’ (ou um 'tag’), pouco maior que um grão de arroz, implantado no braço do cliente. É através dele que o cliente é identificado e procede ao pagamento, como mostra a discoteca Baja Beach Club, em Barcelona. Um exemplo de como a tecnologia sem fios se encaminha para revolucionar o dia a dia dos cidadãos. Mas com ela surgem também novos desafios jurídicos, com o tratamento de dados pessoais, segurança e privacidade no topo das preocupações. Em entrevista ao Diário Económico, Magda Cocco, do Núcleo de Privacidade da Vieira de Almeida, mostra-se optimista quanto às potencialidades e ganhos de produtividade que esta nova tecnologia pode trazer. Até porque "a tendência é para facilitar a sua entrada no mercado". No entanto, Magda Cocco reconhece a necessidade da regulamentação existente ser adaptada às evoluções permanentes desta tecnologia. Não só para se evitarem 'obstáculos às potencialidades de negócio’ mas também porque uma "má utilização pode criar receios-nas pessoas". Colocados nos medicamentos (para evitar falsificação), ou nos bilhetes de avião para localizar os passageiros num aeroporto, os 'tag’ dividem opiniões: é considerada uma segurança para uns, uma ameaça para outros.


"Nem toda a tecnologia RFID envolve tratamento de dados pessoais, mas os verdadeiros problemas surgem quando estão envolvidas pessoas", admite Magda Cocco. No limite, os mesmos implantes que permitem os pagamentos numa discoteca, podem ser utilizados para detectar pessoas, embora "não haja qualquer projecto neste sentido em Portugal"


Para além das directivas da Comissão Europeia e do "Grupo 29", há regulamentação feita em Portugal pela Comissão Nacional de Protecção de Dados. E segundo Magda Cocco, "já há alguns processos-crime colocados em Portugal pelo incumprimento da lei de protecção de dados". Por isso mesmo, o crescimento de "clientes e projectos que envolvem o tratamento de dados pessoais" tem sido acompanhado por uma "preocupação preventiva" das empresas nesta questão. Para a advogada da VdA a "preocupação com a protecção de dados em Portugal já é uma realidade" e as multinacionais mostram grande interesse em definir "uma política interna exigente" neste domínio.
 
DIÁRIO ECONÓMICO | 26.03.2008 
Comentarios (3)add
... : Anónimo
Publicidade ilícita a pretexto de uma notícia sem interesse ... Assim caminha a OA. Um Bastonário ignorante, (veja-se as declarações acerca da história da aluna do Carolina Michaelis e a queixa necessária para o MP actuar...) e a impunidade dos "barões".
27.Março.2008
... : BD
A Lei da Protecção de Dados Pessoais é uma boa lei em si mesma mas é constantemente violada perante a inércia ou o desleixo da CNPD. É a Lei da Protecção de dados e a Lei da Publicidade e a Lei de Imprensa - são três boas leis substantivas da República mas que na prática não são integralmente respeitadas nem o seu cumprimento devidamente controlado pelas entidades competentes. Se o fossem os ficheiros não eram tão acessíveis como são nem os seus dados se cruzavam como cruzam, os anúncios publicitários não enganavam à descarada o cidadão como enganam e os jornalistas não diziam com leviandade (e impunidade) o que muitas vezes dizem nos jornais e nas televisões.
27.Março.2008
... : Quid est veritá?
As pessoas não estão cientes da catástrofe que estes chips vão causar no ser humano...E aqui não é o lugar para explicar. Apenas sugiro que procurem aprofundar o assunto (implantes de chips, controlo do ser humano por chips), por exº no google, clicando nos sites sem preconceitos, num exercício de mente aberta, de curiosidade. Garanto que ficarão impressionados. Há mais de 10 anos que se fazem projectos (não conhecidos pela sociedade) a nível mundial, para construir meios de controlo e vigilância do cidadão (como o chip), sob a aparência alienante de "que é para o nosso bem"! O ser humano vai "na onda" sem fazer um exercício de consciência crítica livre acerca daquilo que lhe é "dado a comer"...Aceitando este tipo de situação não haverá liberdade, dignidade! Livre-arbítrio esclarecido POR FAVOR! Entendam os reais interesses e a verdade por detrás destas realidades e não se deixem enredar!
03.Abril.2008
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