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Burla a partir de casa criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
03-Fev-2007

A moda das “burlas em pirâmide” continua. Desta vez, o chamariz são os anúncios de jornal que prometem salários milionários para quem trabalhe a partir de casa ou soluções financeiras milagrosas com créditos rápidos. Esta é a forma de angariar potenciais investidores, que são canalizados para reuniões em hotéis da capital onde lhes é vendido um produto financeiro que mais não é do que um esquema de pirâmide.

Vários empresários já terão sido detidos por este esquema, que escolhe as principais cidades do País, em particular Lisboa, para montar as reuniões de angariação de capital.

"As empresas apresentam-se como empresas de venda de produtos, mas o que efectivamente fazem é vender um esquema financeiro tipo pirâmide", afirmaram fontes policiais.

Já existem várias queixas formalizadas junto da Polícia Judiciária (PJ) que emitiu um comunicado para alertar todos os cidadãos contra este tipo de burla.

Nas reuniões promovidas pelos burlões, os cidadãos são convencidos a investir quantias que rondam os 2000 euros, com a promessa de receberem ganhos astronómicos em relação ao dinheiro investido. Para tanto, basta angariarem outros cidadãos que invistam o mesmo montante.

Na altura da entrega do dinheiro, levam o investidor a assinar um contrato, avisando de que o valor entregue não é reembolsável e que a empresa cobrará uma comissão sobre todas as entregas e recebimentos. A empresa avisa ainda que o subscritor deverá ter consciência de que pode ser o último da cadeia e como tal não recuperar o capital investido.

As autoridades policiais consideram que este tipo de burla é em tudo semelhante ao que aconteceu no caso Afinworld, em que os investimentos eram canalizados para obras de arte.

Em relação a este caso, que o CM divulgou oportunamente, a polícia continua a investigar os responsáveis da empresa que se encontram obrigados a apresentações periódicas às autoridades policiais, bem como os seus negócios e eventuais ligações a Espanha.

A crise económica que o País atravessa tem potenciado o aparecimento deste tipo de burlas em pirâmide, uma vez que prometem grandes retornos num curto período de tempo. Os investigadores consideram que existe a possibilidade de os primeiros indivíduos que entram num esquema de pirâmide ganharem dinheiro, "mas quando o fenómeno começa a ser muito conhecido, existe um aumento exponencial do risco de incumprimento", acrescentam.

CORREIO DA MANHÃ | 03.02.2007

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