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Breves: Quinta, 24 Abril 2007 criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
24-Abr-2007

SUICÍDIOS ESTÃO AUMENTAR DESDE 2000
«Portugal apresentou durante vários anos taxas bastante baixas, mas, desde o ano 2000, tem-se vindo a registar um aumento das taxas de suicídio», afirmou Bessa Peixoto, presidente da Sociedade Portuguesa de Suicidologia (SPS), em declarações à Lusa.
As últimas estatísticas disponíveis da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre este tema referem que a taxa de suicídios em Portugal era de 11,7 por cada 100 mil habitantes em 2002, ou seja, mais do dobro da taxa que se verificava em 2000, que era de apenas 5,1 por 100 mil habitantes.
Bessa Peixoto admitiu que este aumento possa ser explicado por novos critérios metodológicos, como o facto da morte por overdose ser agora considerada suicídio, mas frisou que a existência de melhores estatísticas «não explica tudo». «Trata-se de uma realidade muito recente, que é necessário estudar para se perceber e interpretar melhor os dados«, frisou o especialista, salientando que »não há uma causa específica apontada para este aumento«.
A análise desta nova realidade dos suicídios em Portugal é o principal objectivo do VII Simpósio da Sociedade Portuguesa da Suicidologia, que decorre entre quinta-feira e sábado na Universidade do Minho, em Braga.  O encontro, subordinado ao tema 'Emoções, Afectos e Suicidios', contará com mais de 500 participantes, estando prevista a apresentação de cerca de sete dezenas de comunicações.  «Os temas a tratar têm uma grande abrangência e são muito diversificados, incluindo a análise de questões como as perturbações de humores e as depressões bipolares, mas também a realidade dos suicídios em Portugal, os aspectos médico-legais ou a contribuição da neurociência para explicar as depressões e as ansiedades», salientou Bessa Peixoto.
Os dados estatísticos relativos a Portugal indicam que a taxa de suicídios é muito superior nos homens do que nas mulheres, o que Bessa Peixoto considerou ser «uma realidade comum a quase todos os países europeus».  Em 2002, a taxa de suicídios entre os homens portugueses foi de 18,9 por cada 100 mil habitantes, enquanto nas mulheres esse valor foi apenas de 4,9 por 100 mil habitantes. «A razão para esta situação parece estar relacionada com o facto dos homens utilizarem métodos mais violentos«, afirmou o presidente da SPS, admitindo que os dados indicam que »parece haver mais determinação nos homens (que decidem suicidar-se)«. Este raciocínio também explica que as taxas de tentativas falhadas de suicídio sejam superiores nas mulheres do que nos homens. Relativamente ao território português, as mais altas taxas de suicídio ocorrem no Alentejo: litoral (28,4), central (19,8), baixo (19,4) e alto (17,1). O Algarve é a segunda região do país com taxas mais elevadas, tendo registado 14,4 por cada 100 mil habitantes, enquanto o valor mais baixo ocorreu no Grande Porto, com uma taxa de apenas 0,5 por cada 100 mil habitantes. «Os dados nacionais relevam uma questão curiosa, já que, a nível europeu, as taxas vão diminuindo de norte para sul, enquanto em Portugal é precisamente ao contrário», salientou Bessa Peixoto.
Para o especialista, o elevado número de suicídios registados na região sul do país, especialmente no Alentejo, pode estar ligado a questões como o isolamento e a menor religiosidade.
Apesar destes dados, Bessa Peixoto salientou que «Portugal não está muito mal» nesta área, já que, apesar dos aumentos verificados desde 2000, a taxa de suicídios «mantém-se de acordo com os países da orla mediterrânica, muito distante dos valores registados nos países do norte». Numa tabela de 45 países, elaborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Portugal surge na 30/a posição, com uma taxa de 11,7 por cada 100 mil habitantes, muito abaixo da Lituânia, que ocupa o primeiro lugar com uma taxa de 42,1 por cada 100 mil habitantes.
O suicídio é um grave problema de saúde pública a nível mundial, tendo adquirido uma especial relevância na Europa nas últimas décadas, onde tem ocorrido um aumento das taxas de suicídio entre os adolescentes e os jovens adultos. A OMS estima que se suicidem todos os anos cerca de um milhão de pessoas no mundo.
PORTUGAL DIÁRIO

LINUX É APOSTA DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
Cada vez mais o Ministério da Justiça tem vindo a implementar soluções de software livre, daí ter sido escolhido como exemplo a apresentar no V Encontro sobre Tecnologia. De acordo com o portal
iGOV, o director do Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ), Mário Valente, afirmou que o objectivo é «ter Linux em todos os desktops da Justiça, totalmente em português».
A adopção deste tipo de aplicações foi, segundo o responsável, é uma das grandes opções de plano para o sector da justiça por parte do governo. Como caso de sucesso Mário Ventura referiu a contagem de resultados do último referendo, que já utilizou tecnologia open source e cujo apuramento de resultados foi o «mais rápido de sempre» sublinhou. Durante o encontro estiveram presentes mais especialistas de várias áreas, entre os quais o criador do PHP, Zaev Suraski, que apresentou alguns cenários para o futuro do desenvolvimento de aplicações web.
SOL

PSD CONTRA REGISTO DE INTERESSES NA INTERNET
A ideia de os deputados verem as suas declarações de interesses plasmadas no sítio da Internet da Assembleia da República - como consta do projecto de reforma liderado por António José Seguro - não agrada à generalidade dos deputados do PSD. Outra proposta que parece não colher grande simpatia junto dos sociais-democratas é a publicação, também online, da folha de faltas dos parlamentares, bem como as respectivas notas de justificação das ausências.
O PSD começou a discutir o documento elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Seguro na semana passada na reunião da bancada laranja e foi apreciou um relatório elaborado por José Matos Correia. O antigo chefe de gabinete de Durão Barroso e actual presidente da Comissão de Ética foi o escolhido por Marques Guedes para reunir as várias sugestões não só da direcção da bancada, como também de vários deputados que quiseram contribuir.
Ao DN, fontes da direcção do grupo parlamentar garantem que o ponto de partida para o trabalho do PSD "não é contrariar as propostas do PS, embora muitas não façam sentido". Estas fontes adiantam que o PSD inclina-se para defender, por exemplo, "a diminuição da duração das sessões plenárias", consideradas "das mais longas da Europa". Segundo estas fontes, "num Parlamento moderno, informatizado e com cada vez mais trabalho nas comissões e nos gabinetes, não se deve obrigar os deputados a estar das 15 horas até às 21 em sessões plenárias muitas vezes sem o mínimo interesse".
Daí que o PSD vá defender a "agilização e optimização" do trabalho em plenário, a favor de mais trabalho nas comissões. Outra das propostas passa por dividir a primeira comissão - dos Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias - em duas, já que "60% do trabalho parlamentar passa por lá, o que é excessivo". Uma das comissões ficaria com a matéria constitucional e ética, ao passo que a outra ficaria com as liberdades, garantias e assuntos do foro da Justiça.
O debate mensal com o primeiro-ministro é outra das áreas em que o PSD quer actuar. Depois de Marques Guedes já ter defendido junto de Jaime Gama, em sede de conferência de lideres parlamentares, que uma das rondas deveria ser extinta (são três), agora o PSD prepara-se para sugerir "mais dignidade para o líder da oposição", diferenciando também os tempos atribuídos aos partidos em função da sua representatividade na câmara: "O primeiro-ministro chega a intervir 19 vezes e o líder da oposição fala o mesmo tempo que o deputado do partido Os Verdes, o que, com o devido respeito, não é normal."
Para além de consagrar o estatuto do líder da oposição, à semelhança do que se passa no parlamento inglês, o PSD quer que os debates mensais não durem mais de duas horas e meia e que o tema não seja só determinado pelo Governo, que o comunica com apenas 24 horas de antecedência. "Pelo contrário, a oposição deve informar o Governo, a seu tempo, sobre matérias que quer ver discutidas", dizem aquelas fontes.
Confrontado com estas ideias da direcção da bancada e com o que já se conhece do documento do PS, Matos Correia acrescenta que "há muitas mais propostas" e que no dia 3 de Maio espera tê-las todas agrupadas no documento final. "O relatório do PS é muito extenso, tem muitas matérias meramente logísticas, nós achamos que as relações da AR com o Governo ou entre órgãos de soberania devem ser maturamente tratadas e desenvolvidas", diz ao DN.
António José Seguro assegura que as suas ideias tiveram "bom acolhimento no seio do PS" e que já esta quinta-feira há nova reunião interna: "Para debater com mais minúcia."
DIÁRIO DE NOTÍCIAS

SMMP CONTRA REORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considera "extemporâneo e inoportuno" o diploma sobre medidas urgentes de reorganização judiciária, previsto para entrar em vigor em Setembro. Num parecer divulgado ontem, o SMMP refere que "estas revisões fragmentárias, dispersas e atomistas, em vez de se traduzirem num aumento de eficácia, causam, em regra, mais perturbação nos serviços"
NOTÍCIAS DA MANHÃ

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