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Início seta Direito e Sociedade seta Breves: Quarta, 04 Julho 2007
Breves: Quarta, 04 Julho 2007 criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
04-Jul-2007

ORDEM DOS NOTÁRIOS ACUSA GOVERNO
O bastonário da Ordem dos Notários, Barata Lopes, acusa o secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira, de querer instaurar projectos que são o pior caminho para a simplificação, como é o caso do "Casa Pronta".
Diário Económico

AUTARCAS CONTRA MUDANÇAS NO MAPA JUDICIÁRIO
s autarcas estão preocupados com a mudança no mapa judiciário (onde há e onde deixa de haver tribunal) prevista pelo Governo. Ontem, a revisão do mapa foi um dos temas abordados na reunião do Conselho Directivo, sem que tenha sido emitido qualquer parecer sobre a matéria. Ainda assim, Fernando Ruas, líder dos autarcas portugueses, lança críticas. "Há princípios essenciais que a ANMP tem preconizado, designadamente no respeito igual que merecem os portugueses do interior e do litoral". Ruas deixa, assim, a porta aberta para o "chumbo" de qualquer proposta governamental.
Diário de Notícias

PEDIDOS DE NACIONALIDADE PORTUGUESA DISPARAM EM FLECHA
Os pedidos para aquisição da nacionalidade portuguesa passaram de 4146, em 2006, para 17185, em 2007. Há quatro vezes mais estrangeiros a quererem ter um bilhete de identidade português e este aumento significativo apenas se refere ao primeiro semestre do ano, sendo que 45% dos pedidos deram entrada em Maio e Junho. É uma das consequências da nova Lei da Nacionalidade, em vigor desde 15 de Dezembro, e que alargou o leque para a naturalização dos imigrantes e simplificou o processo.Os serviços de registos e notariado dizem não ser possível destacar o país de origem dos novos portugueses, dado estarem a fazer o tratamento estatístico. Mas, a manter-se a tendência dos anos anteriores, os principais requerentes são oriundos de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Angola.
A nova Lei da Nacionalidade permite a naturalização dos menores nascidos em Portugal, filhos de estrangeiros, e que aqui tenham concluído o ensino básico ou em que um dos progenitores aqui resida legal mente há cinco anos. E, também, os imigrantes maiores com a situação legalizada há mais de seis anos têm acesso à naturalização.
São aqueles dois tipos de imigrantes que maioritariamente estão a pedir a nacionalidade portuguesa. Os serviços de registo e notariado prevêem muito mais pedidos até ao final do ano, já que quase metade dos requerimentos deram entrada em Maio e Junho. Uma das facilidades que a nacionalidade portuguesa permite é a obtenção de bolsas de estudo, o que está vedado ao estrangeiro.
Neste momento, estão 13 537 processos para naturalização em apreciação, dos quais cerca de 57% (7795) entraram nos últimos dois meses do primeiro semestre. E foram aprovados 3648 pedidos, um número muito superior ao registado nos anos anteriores, à excepção de 2006. Este foi o último ano em que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras instruiu os pedidos de aquisição de nacionalidade e despachou todos os casos pendentes. Foram aprovados 7662 pedidos, mais do que a soma dos quatro, anos anteriores juntos.
A partir de 15 de Dezembro, os pedidos de aquisição da nacionalidade passaram a ser da competência da Conservatória dos Registos Centrais. E há situações em que a nacionalidade é atribuída automaticamente: aos imigrantes de 3ª geração e aos de 2ª geração, cujos pais aqui residam legalmente há pelo menos cinco anos.
Diário de Notícias

PGR RECLAMA MAIS MEIOS INFORMÁTICOS
O Procurador-geral da República considerou ontem ser “absolutamente necessário”dotar o Ministério Público (MP) "de novas tecnologias de informação e gestão" e defendeu um MP "confiante", "personalizado" e que "não se afaste daqueles a quem serve", o povo português.
O Procurador-geral da República (PGR), Fernando Pinto Monteiro, falava durante as comemorações dos 25 anos da inauguração da sede da Procuradoria no Palácio Palmela, em Lisboa, que incluíram a assinatura de um protocolo para restaurar três salas do edifício, considerado património arquitectónico e artístico.
Na presença do ministro da Justiça, Alberto Costa, o PGR referiu que, "para garantir a efectiva aplicação das reformas já aprovadas e a aprovar na Assembleia da República", é "absolutamente necessário" que o MP seja dotado das novas tecnologias de informação e gestão. "É imperioso que se concretize a aceleração dos projectos relativos à informatização do MP, bem como à criação nesta Procuradoria da base de dados projectada", disse.
Após reafirmar a defesa da autonomia do MP, da independência dos tribunais e da paridade das magistraturas como exigências do Estado de Direito, Pinto Monteiro salientou que, perante os novos desafios deste início do século XXI, o "MP de agora não pode ser o de ontem". Terá de existir "um MP confiante, personalizado, seguro de si, que não se isole institucionalmente, não se afaste daqueles a quem serve, que é o povo português, nem daqueles com quem deve cooperar", enfatizou.
Nas palavras do PGR, a determinação do MP deve ser hoje a de "contribuir decisivamente para que exista uma justiça mais próxima do cidadão, mais transparente e em que ele acredite. É essa a aposta firme que importa ganhar".
O procurador apelou ainda à criatividade e a um maior empenho e disponibilidade quando esteja em causa o interesse público.
Diário de Notícias

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