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Aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
02-Mar-2008
Dentro de um mês, milhares de proprietários de imóveis serão confrontados com aumentos até aos 120 euros a título de imposto municipal sobre imóveis (IMI), a ex-contribuição autárquica. As notas de cobrança do fisco começam a seguir já esta semana, via Correios. Uma quantia a somar ao aumento de 105 euros aplicados aos contribuintes no ano passado, exigido pela chamada cláusula de salvaguarda do IMI, que amortece o aumento anual do imposto, resultante da actualização do valor patrimonial dos imóveis.

Desde há quatro anos que os proprietários de imóveis "sofrem na pele" o aumento consecutivo do imposto. E o crescimento da carga fiscal autárquica continuará até 2011, de acordo com a "revisão de calendário" efectuada no Orçamento do Estado para 2008. Assim, em 2009, o aumento do IMI será de 135 euros, aumentando a uma cadência de 15 euros anuais até 2011. Nesse ano acaba a "almofada" e o aumento do imposto será sem limite, atingindo o produto da taxa aplicada - em vigor na respectiva localidade - pelo valor patrimonial.

A subida em espiral do imposto autárquico sobre o património explica-se pela actualização do valor patrimonial das casas, congeladas entre os anos 70 e 2003. Na passagem da contribuição autárquica para IMI, o fisco resolveu actualizar o valor nas matrizes dos imóveis.

O Governo - no consulado de Durão Barroso - aprovou então critérios de valorização das habitações e das lojas comerciais para apurar o valor patrimonial. A estes critérios, que medem o conforto, como a existência de electricidade ou esgotos, são aduzidos o espaço da habitação e áreas adjacentes, como as partes comuns ou jardins.

Apurado o valor patrimonial, o fisco aplica a taxa anualmente definida pela autarquia, que varia entre 0,2% e 0,8%, dependendo se se trata de prédio rústico, urbano ou avaliado pelas regras do IMI. Neste último caso a taxa varia entre 0,2% e os 0,5%.

Para as autarquias, o imposto é uma fonte inesgotável de receitas. Por exemplo, entre 2004 e 2007, as receitas de IMI para a Câmara de Lisboa aumentaram 17%, cerca de 11,1 milhões de euros. A autarquia estima que, entre 2007 e 2012, atinjam 159,2 milhões, mais 87%, já incluído o impacto provocado pelo fim da almofada "cláusula de salvaguarda".

Se o valor a pagar for superior a 250 euros, o fisco desdobra o imposto em duas prestações iguais, sendo a primeira a liquidar em Abril e a segunda em Setembro.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 02.03.2008
Comentarios (6)add
... : BD
Isto, meus senhores, é um verdadeiro confisco e constituiu actualmente uma das maiores vergonhas do país. Só espero que a prazo esta brincadeira de mau gosto não acabe mal. É que a História tem-nos dado várias lições importantes e uma delas é que os impostos gostam muito do Poder mas também amam demasiado as Revoluções.
03.Março.2008
... : cgf
Realmente, com a crise que existe no sector imobiliário, esta poderá ser a última machadada para acabar com mesmo.
Depois dizem que existe descontentamento social. Não sei porquê.
Será por impostos e respectivas cobranças exageradas?
Será pela especulação do preço dos bens sociais?
Será pelo desaparecimento de equipamentos de saúde essenciais para as populações locais?
Não será concerteza.
smilies/wink.gif
03.Março.2008
... : CPM
Esta gente do poder
Cambada de aldrabões
Legalizam c´os impostos
A postura dos ladrões

Um t3 dum meu irmão
Que vive no Canadá
Tem servido ao Município
Como autêntico maná

Não se arrenda nem se vende
A vida ´stá muito mal
Estando avaliado
Pelo seu preço real

O imposto é pelo máximo
Quer chova quer faça sol
Para pagarmos os gastos
C´o campo de futebol

É um dos ´stádios do Euro
Com gastos à tripa forra
Não int´ressa a injustiça
Desde que o dinheiro corra

Se ainda vai aumentar
O imposto do IMI
É melhor largar o bem
E nós fugirmos daqui

O que toda a gente vê
É o Estado a gastar
Sendo sempre o Zé-povinho
Obrigado a pagar

Por mais asneiras que façam
Vivem sempre regalados
E nunca lhes pedem contas
Nem responsabilizados

Gastam tudo sem pensar
Comem tudo e bebem bem
Tratam da sua barriga
E só do que lhes convém

E são obras faraónicas
Que projectam sem estorvo
Os custos não lhes int´ressa
Porque quem paga é o povo

Não os inibe a pobreza
Nem pensam se afinal
A obra que se projecta
Aproveita ao bem geral

Eu defendo a revolta
Sou pela contestação
P´ra correr os vendilhões
Que desgraçam a Nação









04.Março.2008
... : Pó Pó Pó
Linda cachopa trigueira
Da cor do pão de centeio

Pó Pó Pó
Chiri biri bó
16.Março.2008
... : Alexandre Lara
E diz o Governo querer dinamizar a economia com estas medidas? Devem ter querido dizer "dinamitar" (são uns errantes sobre os motivos).
Eu é que não invisto em património neste país não sério. PPR á libra e reforma para o Brasil. Upa! Upa! Let´s go!
21.Março.2008
... : Alexandre Lara
Ah já me esquecia! E que tal, senhores do governo mexer na reforma adiministrativa do Sr. Mouzinho da Silveira? Que tal reduzir os 308 municípios desta nesga de terra para uns equilibrados 150? Eram menos presidentes de Câmara, vereadores, funcionários, enfim MUITO MENOS DESPESAS (e menos IMI para nós). Ah, e olhem lá! Até poderíamos ter UM BOM CENTRO DE SAÚDE COM TUDO em cada um dos 150! Ponham essa mioleira a funcionar (e deixem os habituais interesses na prateleira do museu do esquecimento!)
21.Março.2008
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