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VERSÃO ORIGINAL E COMPLETA DO VÍDEO:
Prima nas seguintes ligações do Expresso e do Youtube
A história do vídeo
Uma
professora de francês da Escola Secundária Carolina Michaelis, no
Porto, foi brutalizada, em plena aula, quando tentava tirar o telemóvel
a uma aluna.Os restantes alunos assistiram e filmaram.Enquanto a professora tentava tirar o telemóvel à estudante, os restantes alunos assistiam e riam-se da situação.
Ministério abre inquérito
Contactada pelo Expresso a Direcção Regional de Educação do Norte
(DREN) disse que só hoje teve conhecimento do caso, através de um
e-mail enviado por uma cidadã. António Leite, director-adjunto da
DREN,ordenou à escola a abertura de um inquérito. E adiantou que o
Conselho Directivo da escola soube do caso através da DREN. A presidente do Conselho Directivo não se mostrou disponível para prestar declarações ao Expresso.O sindicato de professores do Norte não tem conhecimento do caso.
EXPRESSO | 20.03.2008
Actualização: ALUNA DIZ QUE ERROU
A aluna que agrediu uma professora
na escola Carolina Micaelis, no Porto, diz que errou. O vídeo que
mostra o confronto físico circulou na Internet, mas já foi retirado.
Foi feito no passado dia 12, mas só ontem a docente fez queixa no
Conselho Executivo.
A professora só fez queixa na
quinta-feira. Exactamente no dia em que o Conselho Executivo foi
alertado pela Direcção Regional do Norte da existência do vídeo na
página do Youtube. As imagens foram de imediato retiradas da Internet.
Mas quem as viu não tem dúvidas em afirmar que se trata de Bullying, um
termo utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica
que tem por objectivo intimidar e humilhar os outros.
A
direcção da escola abriu um processo de averiguações. Vários alunos da
turma foram ouvidos, inclusive o que filmou o episódio. A encarregada
de educação da aluna que agrediu a professora também foi chamada à
escola. A jovem, de 15 anos, receia ser expulsa. Ao Correio da
Manhã disse que os pais não sabiam de nada e garantiu ter noção de que
o fez está errado.
SIC NOTÍCIAS | 21.03.2008
BULLING NAS ESCOLAS
"Os professores são as novas vítimas do bullying",
sustentou a investigadora que é docente da Universidade do Minho (UM) e
presidente da Comissão Directiva e Cientifica de Doutoramento em
Estudos da Crianças. Embora sem números oficiais, Maria Beatriz mostra-se "muito preocupada" com a forma como o bullying, a agressão continuada e sem motivo, está a atingir os professores. "Tenho acompanhado casos em que os professores esperam ansiosamente que o ano escolar termine", referiu a investigadora à margem do Fórum Educação para a Saúde, organizado pela Câmara de Famalicão.
No fórum, a docente apresentou a comunicação "O
bullying na escola. Que tipo de intervenções?", remetendo-se apenas à
violência entre pares, "de crianças e jovens para crianças e jovens". Os professores têm dificuldade em controlar os alunos, não conseguem incentivá-los e ficam cada vez mais desmotivados", frisou Maria Beatriz Pereira. Dos estudos desenvolvidos há, para a investigadora, uma certeza: "quanto maior é o insucesso escolar maior é a incidência de bullying".
As mesmas crianças e jovens que maldosamente agridem e maltratam os colegas, no recreio, dentro da sala de aula, "ofendem
os professores, chamam-lhes nomes e ameaçam-nos, não com agressões
físicas, mas com avisos de que, por exemplo, lhes vão destruir o carro"."Nos casos que acompanho, os professores são constantemente denegridos, rebaixados e humilhados pelos alunos", referiu a docente da UM.
Como defesa, admitiu Maria Beatriz Pereira, os professores pouco podem fazer. Apresentam
queixa contra os estudantes no conselho executivo, as crianças podem ou
não ser suspensas, os pais são chamados à escola e pouco mais", disse. De todas as formas de bullying, as que mais parecem deixar marcas nos professores são, segundo Maria Beatriz Pereira, "o rebaixamento junto de colegas e alunos e as observações maldosas sobre o aspecto físico ou a forma de vestir" dos professores. "O
que caracteriza o bullying é que há sempre um controlo através do medo
e isso tanto acontece junto de crianças como de adultos", sustentou. Desde
1997 que a investigadora do Instituto de Estudos da Criança trabalha
sobre a violência escolar. Em 2002 publicou o livro "Para uma escola
sem violência. Estudo e prevenção das práticas agressivas entre
crianças". De acordo com os dados então recolhidos, em Portugal pensa-se que "uma em cada cinco crianças e jovens é afectada pelo bullying".
Dos
seis mil e duzentos estudantes do 1, 2 e 3 Ciclo, observados no triénio
1995/97, a equipa de Maria Beatriz Pereira concluiu que o insucesso
escolar está intimamente ligado ao bullying. "Quanto maior é o insucesso, maior é a agressividade e a necessidade de maltratar os outros", referiu. A "única solução" para reduzir os efeitos das agressões físicas e verbais é, para a docente da UM, "a criação, por parte das escolas, de regras rígidas e de punições para quem não as cumprir". "A
comunidade educativa tem que reconhecer a existência do problema, criar
um grupo de trabalho com ligação directa à direcção da escola que
proceda ao diagnóstico da realidade a partir da qual, uma equipa vai
definir as regras de intervenção", disse a investigadora.
SIC NOTÍCIAS | 20.03.2008
ENTRETANTO, NO "PAÍS DE TODAS AS LIBERDADES"...
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