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19-Mai-2008
O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) que regressou à política de apoio social em 2007, após terem visto a sua prestação cessada, foi de 29.123 pessoas, o que corresponde a um aumento superior a 50% quando comparado com o ano de 2006, em que apenas 12.545 pessoas tinham regressado ao programa.

De acordo com o Relatório Anual de Execução de 2007 do RSI, a que o JN teve acesso, foram os distritos do Porto, Aveiro, Lisboa e Coimbra os que registaram um maior número de beneficiários que voltaram de novo a requerer aquele apoio.


A comparação entre os dois anos permite concluir, de uma forma geral, que o número de beneficiários activos do RSI em 2007 registou uma ligeira subida quando comparado com o ano anterior subiu de 286.837 beneficiários, em 2006, para 315.783, em 2007.

Os distritos do Porto e Lisboa continuavam a ser, no ano passado, os que mostravam o maior número de beneficiários. Uma análise comparativa com a população residente em Portugal, observou que, em 2007, o número de pessoas dependentes do RSI constituíam 3%, contra os 2,8% do ano anterior.

Ao todo, no ano passado, deram entrada nos Serviços de Segurança Social 319.516 requerimentos de RSI (249.269 em 2006), tendo sido avaliados 301.964. Ao longo do ano, foram cessados 66.855 processos (38.276 em 2006). A alteração de rendimentos constituiu o motivo principal (57% dos casos) para a cessação da prestação. Quanto ao número de processos suspensos em 2007, eles resumiram-se a 2796, apresentando uma taxa de suspensão (processos suspensos face aos deferidos) de 2,4%, um peso superior ao de 2006 (1,8%).

Os rendimentos superiores dos agregados requerentes da prestação de RSI constituíram o principal motivo (70%) de indeferimento. Ao todo, em 2007, foram indeferidos 99.988 processos (contra 76.732, em 2006).

Beneficiário jovem, com outros rendimentos além da prestação - é assim que se pode caracterizar, em retrato, a maioria das pessoas que beneficiam do RSI. Na verdade, em 2007, a população beneficiária era predominantemente jovem 42% tinham menos de 18 anos, o que evidencia o peso das crianças e jovens dos agregados familiares. Por outro lado, 65,9% possuíam outros rendimentos além da prestação

Quanto aos titulares do RSI, eles ascendiam aos 117.740 em 2007 (106167, em 2006). Os distritos do Porto e Lisboa eram aqueles que concentravam a maior parte.

Predominantemente, são as mulheres as que mais se mobilizam para requerer o RSI 71,4%. Na Região da Madeira, o número eleva-se mesmo a 83,1%.

Quanto aos escalões etários, em 2007 observou-se um peso significativo de população nos escalões em idade activa, nomeadamente entre os 34 e os 44 anos (28%), entre os 45 e os 54 anos (21%) e os 25 e 34 anos (20%).

As famílias nucleares com filhos eram, em 2007, a tipologia predominante (30%), o que constitui uma diferença em relação ao ano anterior, em que a maioria dos agregados familiares era constituída por famílias compostas (com pelo menos um elemento que não tem relação de parentesco com qualquer dos elementos do agregado familiar).

A maioria dos beneficiários de acções de inserção (38%) pertencia ao escalão etário entre os 0 e os 18 anos.

Em 2007, foram frequentadas 247.837 acções de inserção social, valor que duplicou em relação ao ano anterior, que tinham sido 179.246.
 
JORNAL DE NOTÍCIAS | 19.05.2008 
Comentarios (6)add
... : Tony
O problema é que há por aí muita gente com o RSI que o que quer é não trabalhar. Há casos em que já constatei, quando se fazem as perguntas finais aos arguidos, em que há lares que entra mais de 1.500 euros só em RSI. Como os progenitores não são casados entre si entregam declarações singulares, como sendo solteiros e depois os filhos também recebem.

Depois vejo-os nos cafés a tomar os pequenos almoços com bolos e croissants que eu próprio não tenho capacidade económica para o fazer todos os dias e quando se lhes oferece um trabalho não querem porque mais vale viver à custa dos que descontam tudo do seu salário para muita dessa gente viver à grande e à francesa.

Em Portugal continua a fomentar-se o facilitismo, o parasitismo, a vida fácil e a falsidade, quando se valoriza apenas o que está na declaração de rendimentos e não se investigam as condições de vida e manifestações de riqueza de tanta gente, que depois tem todos os subsídios, bolsas e benefícios.
19.Maio.2008
... : JCat
Bem dito Tony.
Efectivamente assim é, neste Portugal fomenta-se o parasitismo.
Senão veja-se, dá-se dinheiro (RSI), casa (PER) e comidinha (bancos alimentares), tudo isto, sem que estes "utentes" sejam obrigados a dar algo em troca.
Trabalho é mentira!, e o mais grave, é que estão no café, ou à porta destes, a gozar com quem vai trabalhar.
Não contribuem em nada para a sociedade, mas são os primeiros a gritar "que têm direitos".
Pelo que sinto, um forte apelo e incentivo do Estado, a este tipo de situações de nada fazer.


19.Maio.2008
... : Leonor
Concordo plenamente Tony
19.Maio.2008
... : Cidália
Concordo inteiramente com o Tony.
Tenho uma família aqui na minha rua que é exactamente o que Tony escreveu. Curiosamente, vejo-os a passear enquanto vou trabalhar, quando me cruzo no supermercado vejo-os a levar produtos de marca cara enquanto que eu levo os de marca branca e um dos automóveis que conduzem é melhor que um de cá de casa.
Não trabalham, os filhos têm todos os subsídios pelo escalão máximo e quando lhes perguntaram na escola o que querem ser quando forem grandes, um deles respondeu ... «quero ser como o meu pai...» Pudera, viver à pala dos outros, no bem bom, enquanto que os outros que trabalham tudo descontam para dar boa vida a estes párias da sociedade mas relativamente aos quais não é politicamente correcto falar contra. O mais frustrante é que não vale a pena queixar-me às finanças, porque não é a estes que as finanças vão perseguir, pois as declarações de rendimentos são o que são, vivem numa "casita" de apoio social... Mas já quando se trata de perseguir quem contribui tudo até ao último cêntimo, não falta virem coimar por se ter incluído por lapso um recibo da farmácia com medicamentos de IVA a 21% sem a respectiva receita médica...
Cada vez mais mete-me nojo este país do politicamente correcto onde quem reina são os hipócritas.
19.Maio.2008
... : Ventonorte
Pois, mas esta é uma classe de parasitas que sustenta outra classe de parasitas, ainda pior. Por isso, ambas hão-de continuar! É o equilíbrio da natureza.
19.Maio.2008
... : Cavenon
Faz falta a este país alguém como Milton Friedman. A Escola de Chicago pode ter algumas posições de política económica menos certas, mas sobre desemprego voluntário, que é o de certeza o que se passa com grande parte dos valores que contribuem para a taxa de desemprego, não lhe altero uma vírgula.
Já não basta Portugal ser um país com falta de riqueza, ainda se esbanja dinheiro, sem o mínimo de preocupação, respeito e rigor por aquilo que produzimos.
Ainda ontem, soube da notícia de que perdoamos dívidas a Moçambique no valor de 252 milhões de euros!
Perdoam-se dívidas a "governos criminosos" como o Sr. Geldof o afirmou publicamente. Andamos a suar para ganhar uns tostões e sofremos para o dar à mão destes "senhores" do Governo e com todo o desplante, sem o mínimo de respeito, contribuem para engrossar as contas bancárias dos seus homónimos.
O quanto não seria útil este dinheiro para construir um Tribunal, apetrechar de equipamentos as instalações, que são do mais rudimentar que existe em alguns.
Numa atitude de revolta mais ou menos utópica digo que, nenhum cidadão devia pagar impostos, funcionava numa espécie de Estado quase tipo Dubai, onde o rendimento dos governantes vem da riqueza gerada pelas empresas que criam. O cidadão trabalhador apenas pagava um montante para sustentar Educação e Justiça. Isso é que era giro vê-los a saber gerir.

20.Maio.2008
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